É possível viver eternamente? Na maioria dos casos, até agora, não. Mas isso não responde a pergunta. Não é só porque mais de 100 bilhões de pessoas morreram até hoje , e que elas correspondiam a todas as pessoas que nasceram, que nós vamos afirmar com toda certeza que viver pra sempre é impossível. Portanto isso se trata mais de uma questão teórica do que prática. Necessitamos assim de uma prova lógica para resolvê-la.

Primeiramente, vamos entender porque morremos. Claro que essa pergunta não se resume a causa mortis senão teríamos que citar as milhares de maneiras estúpidas e cruéis para morrermos, e não possuímos o Alcorão como referência.
Existem algumas teorias que explicam porque o corpo morre. Vejamos algumas:

1. Falta de oxigênio no cérebro
Na verdade, isso não é uma teoria. Essa é própria definição de morte: morremos porque o nosso cérebro morre, ou seja a causa mortis mor. Todas se resumem a isso. Tem até um fato que é bem interessante relacionado a falta de oxigênio no cérebro. Já pensaram o que acontece depois que se é guilhotinado? Dizem que é terrível(quem?). Como eu nunca experimentei a sensação antes (pelo menos não nessa vida) não posso dizer ao certo, mas podemos ter uma idéia. Quando a lâmina desce e separa a cabeça do corpo, não se morre na hora. Ainda tem sangue e oxigênio no cérebro, portanto fica-se consciente por alguns segundos. Imagina tu (como cabeça) caindo numa cesta com outros 5 cabeças ali, literalmente, e sem poder bater um papinho. Deve ser triste.

Mas eu tenho uma pergunta:
Se um palestino coloca, furtamente, uma granada numa quipá de um israelense, e este inadverdimente a coloca na cabeça, ocorrendo a inevitável explosão mental, isso se caracteriza como falta de oxigênio no cérebro?
Apesar de parecer que sim, seguindo nosso axioma a resposta é não. Vamos ver:

Morre-se de falta de oxigênio no cérebro, se e somente se existe um cérebro para o qual faltará oxigênio.

Com este exemplo, provamos que esta definição é falsa, já que achamos um exemplo no qual ela não se aplica.

2. Aumento excessivo da entropia no corpo
Não se preocupe, entropia não é mais uma coisa a se verificar nas informações nutricionais dos alimentos. Entropia é uma grandeza termodinâmica associada ao grau de desordem em um sistema fechado, ou seja, não há nem entrada nem saída de energia. Ela também define a quantidade de energia que não pode mais ser revertida em trabalho. Tudo bem, só balela física.
Fazendo uma analogia de um sistema termodinâmico com um sistema biológico como o nosso corpo, podemos definir morte como:

Ascenção a um estágio irreversível de entropia que, inclusive, não dá pra reverter.

Tudo bem. Aumento da entropia mata. Mas nem toda morte é por causa da desorganização do corpo. Por exemplo, quando alguém explode numa mina terrestre, a causa é o aumento da entropia, agora quando um velhinho morre de desgosto, a causa é a menopausa da velhinha. Portanto, derrubamos mais uma teoria.

3. Morremos porque somos vivos, e tudo que é vivo morre
Fair enough, mas tem um problema: bactéria é viva e não morre naturalmente. Claro se te injetarem benzetacil na bunda isso mata as bactérias, mas se nenhum erro de percurso acontecer elas podem viver eternamente. Assim como um cisticerco da taenia, e ele é vivo também.

Mas então, porque morremos afinal? Claro que eu não tenho a pretensão de revelar a resposta a essa pergunta aqui nesse blog. Mas tem uma teoria para a qual não achei exceção.

Deus chama.

Se alguém souber de um exemplo em que Deus chamou e o cara não foi, por favor be my guest.

Mas claro que ninguém deve se preocupar, afinal todos nós saberemos o porquê algum dia, acredite. Afinal morte é uma coisa natural. Aliás, ela é a primeira no top 4 das coisas naturais:

1° Morte
2° Nascimento
3° Sexo
4° Sanduiche