Gostaria de desejar um feliz Ano Novo para quem acompanha o PB, os outros eu quero que se explodam. Eu, em consideração a vocês, não escreverei as minhas previsões para o ano, como todo mundo faz. Não quero antecipar para ninguém os desastres que vêm por aÃ. Além disso, gosto de me ocupar com passatempos menos premonitórios, tal qual a leitura. Neste ano já li um livro, “Os Dragões do Éden”. É um impresso de excelente valor datado da longÃnquo ano de 1977 de nosso Senhor.
O conteúdo refere-se a evolução dos seres humanos, mais especificamente sobre a evolução do cérebro. Entre tantas teorias antropológicas, fatos biológicos e escavações arqueológicas, o que realmente me chamou a atenção, logicamente, foi algo um pouco mais ginecológico. O autor afirma (não googlei pra ver se é verdade) que dentre todas as espécies vivas no nosso planeta, a única que sente dor no parto é a espécie humana (do gênero feminino obviamente, os homens filmam). E como me chamou a atenção, resolvi discorrer sob o fato à luz de uma perspectiva Darwiniana.
O autor explica esta anomalia(?) humana como resultado de um aumento significativo do cérebro humano (dos fetos no caso) decorrente do fato que quanto maior o cérebro, maior o néo-cortex, maior a capacidade cognitiva e maior a capacidade de sobrevivência do indivÃduo. Segundo o mesmo, a dor ocorria porque a largura do quadril da mãe não importava tanto na jogada, isto é, por mais cabeçudo que fosse a cria, ela acabava saindo, se rasgava a mãe de lado a lado não importava muito, visto que a mesma já havia cumprido sua missão biológica. Por esta diferença de importância o tamanho dos quadris não evoluiu na mesma proporção, mas evoluiu. Principalmente porque quanto maior o quadril maior a chance da mulher ter vários filhos antes de morrer num parto.
Ao que entra a parte que o autor não analisou, e eu gostaria de dar a minha contribuição: não seriam as mulheres, digamos assim “mais estreitas” as mais preferidas pelo macho dominante? Talvez estes quadris não cresceram indefinidamente, de forma que o bebê saÃsse deslizando facilmente, pois esta outra força regulatória, guiada pela preferência masculina, impedia tal fato. E é isso que deixo para vocês este ano, reflitam a respeito.

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