Se o martírio de nosso salvador, contrariando o “costume da época”, não fosse agoniar em uma trajeto com uma cruz ás costas, o que seria de nós? Se acaso a crucificação fosse substituída pelo enforcamento, o que isso acarretaria dois mil anos depois? Podemos começar pela própria cruz. Será que este símbolo adornaria os pescoços de tantas gentes ao redor do mundo ou usaríamos um cordão cuidadosamente atado ao redor do pescoço para demonstrarmos nossa fé?

Pergunta difícil: será que o nó-da-forca seria conhecido de todos e não só dos escoteiros? Ou mais difícil ainda, será que um pedaço de corda dotado do “santo nó” afastaria os vampiros? As questões são tantas e tão complexas que fica difícil responder. A bíblia certamente seria poupada de algumas linhas, visto que o monólogo de Jesus pregado na cruz já não existiria: a corda não permite tal falatório.

É certo que o Calvário de Cristo seria minimizado, uma morte rápida na forca talvez não cause tanta comoção; a crucificação de Jesus foi seu passaporte para a eternidade. Outras questões mais recentes me vêm a mente: Será que Saddan morrreria crucificado e não enforcado? Talvez o carrasco não o achasse digno de uma morte tão santificada quanto a forca e preferisse uma mais dolorosa, cravando ele em uma cruz.

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