Eu sempre achei o modelo americano de Universidade melhor que o brasileiro. Aquela coisa de campus, dormitórios e fraternidades sempre me agradou. Imersão é algo importante para os estudos, e se for possÃvel livrar-se da vida social extra-acadêmica, melhor são as notas.
Pude perceber esta situação nestes anos de estudo, não é a toa que o pessoal do interior ou de outros estados acaba tendo rendimento superior aos “nativos”. Enquanto que para os locais é uma chance atrás da outra de não fazer nada, para os demais só resta estudar. Não tenho certeza se este é um fenômeno corriqueiro ou uma peculiaridade da engenharia.
Acho que o modelo americano acabaria com esta disparidade. A mim só me resta pensar na fraternidade que fundaria: os alpha beta-testers. Imagino o furor que seria, farÃamos maratonas de programação, sessão trilogia Senhor dos Anéis e Star Wars, intermináveis jogos de RPG e concursos de “quem tem a máquina mais poderosa”, seria uma festa, as garotas iam delirar. Tudo regado a Keep Cooler.
Infelizmente, não foi assim que ocorreu, a faculdade me surpreendeu desde o princÃpio. Aquele negócio de ensinar acaba virando só um detalhe no objetivo maior que é acabar com a vida do aluno. Ontem mesmo um professor me confidenciou que se surpreendeu muito ao começar a dar aula na Universidade, aquela estória de professor malvado, que ele pensava ser só mais uma desculpa de estudantes, existe de fato. Ele afirmou que ‘pressão total’ faz parte da didática acadêmica, da qual ele não concorda, e que dificultar a vida dos estudantes até seus nervos explodirem é “primar pela qualidade” - segundo seus superiores. Eu só quero estudar, não quero entrar para a CIA.

Nos faça feliz, dá tua opinião: