É o cérebro. Ou mente, consciência, alma. Chama como quiser. Mas inspirado por este post do Ibrahim, espetacularmente genial, vou discorrer algumas coisas sobre a mente, ou melhor, a minha mente, e como ela funciona.
Primeiro não é verdade que apenas falamos em nossas cabeças. A mente é algo tão imbecilmente complexa que não se limitaria a apenas conversar com a gente. Temos total capacidade de sentir com a mente tudo, e até algumas coisas que nem sentimos com os sentidos - amor, raiva, ódio, compaixão - por exemplo.
Apesar disso, eu sou uma mente que conversa muito consigo mesma, aliás eu tenho umas três vozes mais a minha discutindo incansavelmente dentro da cuca, dias e noites - sóbrios, quando eu bebo duas das vozes ficam ininteligÃveis e a outra começa a berrar, então não presto atenção.
Minha mente é extremamente crÃtica. Depois que comecei a brilhante mania de escrever e emitir opiniões então, foi multiplicada por cinco essa caracterÃstica. Presto atenção em todas as pessoas que passam, e sobre elas minhas vozes tem opiniões à s vezes diferentes e à s vezes concordantes. Xingo muito os outros na cabeça, mas de uma forma mais divertida do que séria. Me pego rindo sozinho de vez em quando. Uma das vozes - a mais rabugenta - implica comigo “tu é tão babaca de vez em quando que não acredito que sou tu”.
Mas eu realmente tenho épocas de intensa masturbação mental, de certa forma parecida com a do Ibrahim. As sinapses se formam de forma (lindo) rápida e intensa. Tudo vem a cabeça. Dizem que acontece isso em nossos últimos instantes.
Mas minha mente tem algo muito peculiar - pra mim mesmo - eu lembro de coisas extremamente antigas e esqueço de coisas muito recentes. Claro que não sempre, mas acontece.
Outra feature interessante é a minha memória olfativa. É genial:
[Parênteses param=“merece um post”] Pena que não damos muita atenção aos nossos outros sentidos. Com a internet falamos cada vez menos, tato só pro sexo, olfato só pro sexo, paladar só pra comer (e sexo), o que nos resta é a visão que a que mais gasta energia, daà o porquê de fecharmos os olhos ao dormir [/Parênteses]
Se sinto um cheiro transporto-me imediatamente para a cena onde aquele cheiro me marcou. Geralmente para minha infância - quando temos nossas primeiras impressões olfativas. É uma idéia: usar o nariz pra estudar. Já tenho um projeto de usar o som no estudo, acredito que o cheiro trará uma ajuda interessante.
Gostaria de continuar a discorrida sobre minha mente, ela adora falar sobre ela mesma. Mas vou me ater por aqui, a briga tá feia pra ver quem fala mais, vou mandá-los calar a boca (Ê louco).

Nos faça feliz, dá tua opinião:
Caco Velloso
em 4 Jul, 2007
cara, essa historia de se lembrar de coisas antigas e esquecer de coisas recentes é pura sequela meu velho, para de dar aquele tapa na pantera e começa a tomar o chazinho, só.
outra coisa interessante, tambem tenho essa memoria olfativa, é incrivel mesmo. as vzs passo por algo ou alguem que tenha um chero especifico, um perfume e me remeto a anos atras, muito divertido.
mas era isso
bom post, m fez pensar
e olha que isso é dificil
jejeje
abraço
Fifi La Fume
em 5 Jul, 2007
fiquei com medo do teu “eu mental” mais rabugento que tu. :/