Sinto dor. No pé. Hoje vim trabalhar e no percurso as pessoas me olhavam diferente, só porque eu mancava. “Que cês tão olhando? Nunca viram? Me solta! Eu consigo atravessar sozinho!”  Será que nunca presenciaram um futebol no estilo Sandro Goiano? Exagerei. Afinal eu só mancava, não estava na UTI nem nada.

Ontem durante o sagrado futebol percebi a idade chegando… durante duas ou três vezes durante a partida me vi com dor, primeiro o pé direito - com a sensação de ter pisado numa pedra - ,  depois a canela esquerda, alvo fácil para parar o matador. Deixe eu me lembrar quando foi que ocorreu esta jogada, hum.. deixe me ver, difícil essa… Lembrei! Coincidentemente foi quando eu fiz o gol, um gol de pura raça e técnica.

Mas o que realmente me dói hoje é o pé, parece que aquele osso foi esmigalhado, tenho a nítida sensação que alguns farelinhos de osso tão por alí, prontos para inflamar, infeccionar, calcificar e estas outras coisas que eles fazem contra nós. Se pelo menos eu não tivesse um pé! Quantos dias há de permanecer essa dor ululante? Morfina!!

Na escala da dor temos, segundo os especialistas, 5 níveis:

Dorzinha: beliscão;

Dor:  extração dentária;

Dor filha-da-puta: chute no saco;

Dor descomunal: câncer terminal;

Dor imbecil: lesão de sola.

É a medicina a serviço das mentes desocupadas.