Eu acho particularmente interessante quando duas culturas bem distintas compartilham de modo muito semelhante certos conceitos. Isso acontece muito com o Budismo e o Espiritismo por exemplo, ambos acreditam em projeçao astral, sair do corpo, e em princÃpio a origem dessas filosofias não tem muito a ver uma com a outra.
Da mesma forma, acho curioso quando se vê idéias também muito semelhantes em ocasiões distintas, ditas por pessoas completamente diferentes. Estava lendo um dos blogs que assino - o excelente obvious, um olhar mais demorado - e encontrei esse ótimo documentário sobre a grandeza relativa da matéria no Universo.
No filme, o narrador nos leva de 10 metros de distância de um casal sentado na grama a escalas de 10 elevado a 25 e 10 elevado a -18.
Ô Sensei - o grande mestre japonês desobridor do “caminho da verdade, da harmonia” o Aikido, Morihei Ueshiba - sempre pronunciava a frase “Não sou um homem, sou o próprio Universo.”. Muito antes de ser uma frase arrogante, era uma expressão que mostrava o entendimento que Ô Sensei tinha do mundo e dele mesmo.
O jovem Morihei Ueshiba
As pessoas sempre indagavam a Ô Sensei sobre sua força e seu poder. ao qual ele respondia: “Não sou eu quem controla minha energia e meu poder. Eu sou vazio, mas pelo meu corpo correm as energias do Universo. O meu poder não é meu, é o poder Universal.”
Olhando o filme, lembrei-me no mesmo instantes das palavras de Ô Sensei. Os extremos de relatividade - muito longe, ou muito perto - são muito parecidos e ambos se caracterizam por um imenso vazio.
Powers of Ten - The relative size of things in the Universe
Claro que isso tudo é muito bonito e tudo mais, mas todos sabemos quem o Universo é:


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