Estava lendo um artigo no blog Orkutcídio em Massa sobre “Coisas que ninguém fala sobre células-tronco”. O autor Rev. Peterson Cekemp discorre sobre questões filósoficas em relação a Igreja e as doenças possivelmente curáveis com o uso desse tipo de células. Mas o primeiro parágrafo me levou a pensar:

Por que, num debate contra religiosos sobre pesquisas com células-tronco embrionárias, as pessoas não perguntam: “pra onde vai, segundo o mindset de vocês, o embrião morto? Pro céu ou pro inferno? Por quê?

Creio que a discordância de certos grupos, entre eles alguns religiosos, com relação a células-tronco, no que diz respeito ao embrião, é sobre o direito que este tem de viver. Não é por não ser totalmente formado, ou não ter a capacidade de raciocinar, ou ainda, não ter a consciência da vida, em um alto nível, que ele perde este direito.

Se essa não é a idéia com a qual a Igreja discorda em relação às células-tronco embrionárias, ao meu ver, deveria ser.

Uma estória, já postada aqui, que exemplifica muito bem esse conceito é Babycakes - de Neil Gaiman.

O contra-argumento é dizer que ao sacrificar um embrião para curar uma doença, se está salvando muitas vidas. Com isso relembramos o ditado que “os fins justificam os meios”. Eu vejo que da mesma forma que essas vidas têm o direito de continuar vivas, os embriões também o têm.