Estava lendo um artigo no blog OrkutcÃdio em Massa sobre “Coisas que ninguém fala sobre células-tronco”. O autor Rev. Peterson Cekemp discorre sobre questões filósoficas em relação a Igreja e as doenças possivelmente curáveis com o uso desse tipo de células. Mas o primeiro parágrafo me levou a pensar:
Por que, num debate contra religiosos sobre pesquisas com células-tronco embrionárias, as pessoas não perguntam: “pra onde vai, segundo o mindset de vocês, o embrião morto? Pro céu ou pro inferno? Por quê?
Creio que a discordância de certos grupos, entre eles alguns religiosos, com relação a células-tronco, no que diz respeito ao embrião, é sobre o direito que este tem de viver. Não é por não ser totalmente formado, ou não ter a capacidade de raciocinar, ou ainda, não ter a consciência da vida, em um alto nÃvel, que ele perde este direito.
Se essa não é a idéia com a qual a Igreja discorda em relação às células-tronco embrionárias, ao meu ver, deveria ser.
Uma estória, já postada aqui, que exemplifica muito bem esse conceito é Babycakes - de Neil Gaiman.
O contra-argumento é dizer que ao sacrificar um embrião para curar uma doença, se está salvando muitas vidas. Com isso relembramos o ditado que “os fins justificam os meios”. Eu vejo que da mesma forma que essas vidas têm o direito de continuar vivas, os embriões também o têm.

Nos faça feliz, dá tua opinião:
Rev. Peterson Cekemp
em 9 Abr, 2008
Olá, que bom que estimulei seu pensamento! É justamente o objetivo do blog =D
O primeiro parágrafo não é um argumento contra ou a favor nesse caso, hehe. Foi algo que me ocorreu no sentido de “nossa, isso os deixaria MUITO desconcertados, hum?”.
Até mais
Juliano "Big Earl" Schroeder
em 10 Abr, 2008
Sim, eu não quis dizer que tu estavas argumentando dessa forma. Só pensei que as vezes se tem um radicalismo meio forte contra a Igreja ou “moralistas”.
Volta sempre! Abraço
Rev. Peterson Cekemp
em 10 Abr, 2008
Sim, sim, eu sei que vc não disse, só queria dizer o que quis dizer mesmo ^^
É, é verdade, há radicalismo contra Igreja ou moralistas, mas enfim, nunca vi ninguém mais radical que certos elementos desses dois grupos…
Voltarei, com certeza =) Abraço